domingo, 4 de outubro de 2015

O futuro do país

Boa noite, caros eleitores lusitanos. 
O país está mergulhado na maior crise de todos os tempos, uma crise que paira sobre nós desde 2011. O governo da altura, constituído pelo Partido Socialista não resolveu o grande problema que ainda hoje se mantém, e assim, o governo que o sucedeu - coligação PSD-CDS - também nada fez. 
Hoje, houve a possibilidade democrática de alterar-mos o rumo que país esteve e o povo, sobretudo os que foram votar não souberam aproveitar. 

A minha opinião partilho aqui, e por isso, digo que não era Passos Coelho, o Portas, António Costa, Jerónimo de Sousa ou Catarina Martins que dará a mudança que este país necessita. Nenhum deles é capaz de dar a volta à vergonha que Portugal se encontra. 

Às pessoas que não votaram, vos digo, pessoalmente for do vosso interesse, para estarem caladinhas durante os próximos 4 anos. Numa percentagem que pode chegar aos 40%, podemos tirar algumas ilações como por exemplo, o facto deste país estar cheio de preguiçosos e de alguns cepos. 

Sendo assim, era um direito votar, para alguns seria um dever. É o instrumento mais democrático que podemos ter, o poder de eleger os homens e mulheres que nos representam, ou, neste caso, represente a maioria. Os resultados saíram e foi escolhida a continuação da coligação, constituída por PSD-CDS. 

Confesso que não votei na coligação, nem votei no PS, nem no PCP, nem no Bloco. Votei PDR - Partido Democrático Republicano. Estou desiludido pelo facto do partido em que depositei o meu voto não ter o resultado que esperava. Mas com certeza que não estarei tão desiludido como devem estar aqueles portugueses que votaram nas últimas eleições legislativas no PSD e CDS, confiado-lhe a sua representação e que lhe mentiram sobre os cortes nas pensões e ordenados. 

Bom, mas a escolha está feita. De momento, é esperar pelas declarações do "ativo" e "imparcial" Presidente da República e observar quais serão as suas decisões. 
É de salientar a ultrapassagem do BE ao PCP, esperando desta forma que a esquerda possa fazer oposição organizada, séria e eficaz aos neo-liberais que governam, de novo, este país. 

Se forem crentes, rezem pelos lesados do BES, que aguardam por decisões de tribunais e por uma resposta política que os defendam, pelos idosos e pensionistas que têm que gerir as suas vidas com reformas de 300 euros, pelos indivíduos que comem e pagam as contas com o ordenado mínimo, pelos alunos que estudam na escola pública com mais 30 colegas por sala (que não têm condições), pelos funcionários que perderam perto de 35 por cento do salário, pelos 300.000 portugueses que meteram uma t-shirt e um par meias na mala (o pouco que lhe restava) e foram para o estrangeiro refazerem as suas vidas com alguma dignidade e qualidade de vida e por outros tantos que estão neste momento na fila de espera de centros de emprego e hospitais para marcar uma consulta, com vaga para daqui a 7 meses. Se não acreditarem no divino, peçam assumam que têm mais 4 anos desta farsa, do aumento do fosso entre ricos e pobres e um cenário muito, muito negro à nossa frente. 

Para concluir, espero que não se venda mais nada neste país até porque não nos resta mais nada (TAP, CP, METRO, CARRIS foi tudo privatizado) e que o vencedor das eleições presidenciais seja um homem sério, parcial e com interesses primordiais de salvação nacional. 
Se vos pareço chateado, é porque estou. Não gostei dos números da abstenção - há ainda muito rabo gordo para levantar do sofá (seria irónico que fossem os mesmo rabos gordos que fazem greves para ficarem em casa em vez de protestar - essas pessoas merecem o meu digníssimo... ah... como se chama? Ah! Desprezo.)  E também, com muita sinceridade digo que, não foi do meu agrado a vitória da actual coligação, sujeitos que durante os 4 anos precedentes violaram o Estado Social e de Direito.
Desejo muito boa sorte a todos nestes próximos tempos. 


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