Boa tarde, caríssimos.
Devo começar por dizer que não sou homofóbico, sou heterossexual e católico, embora menos do que prometi e com algumas reservas sobre a existência de Deus como a Igreja o concebe. Exista um Deus ou não, acho que a vontade divina não se manifesta nestas matérias.
Acrescento ainda o facto de ser a favor do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, baseado em duas palavras, uma delas mais jurídica do que a outra.
Uma primeira, sobre a natureza do casamento. Seja rude ou não, à luz do Direito, o casamento é um contrato e sendo-o, rege-se pela liberdade de estipulação e liberdade celebração. Quer isto dizer, que cada um celebra o que quer com quer, dentro dos limites da lei. O que é que diferia antes da permissão do casamento entre pessoas do mesmo sexo? Antes da entrada da lei, o casamento era ilegal e por isso já não era possível e legal celebrar um casamento/contrato desse género. Actualmente, a lei permite, logo o casamento entre homossexuais já está contido dentro dos "limites da lei".
Em matéria de Direito da Família, sobretudo na área do divórcio e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, apesar de tardio, foi um grande avanço civilizacional em Portugal.
Uma segunda palavra: penso que as pessoas, que acreditam no casamento como um passo importante numa relação, devem ter os mesmo direitos, seja qual for a sua orientação sexual, porque reduzindo aos elementos naturais do ser humano, todos somos pessoas e é aí que reside a igualdade.
Felizmente, os homossexuais, tal como tantos outros indivíduos que lutaram pelos seus direitos, conseguiram, efectivamente, alcançar os seus objectivos.
Porém, e considerando-me uma pessoa liberal, de mente aberta e tolerante, por favor, parem com as "Gay Parade". Não tem ponta por onde se pegue. Aquilo mais parece que os alunos do Chapitô foram postos na rua. Se aquilo é a maneira de lutar pela igualdade de direitos, deixei-me dizer que tem tanta eficácia como as greves dos trabalhadores da SOFLUSA.
E é neste sentido, que pergunto ao deputado Alexandre Quintanilha, professor universitário reformado, - ELEITO pelo PS - e aos seus tropas se vos caiu algum parente na lama pelo que o jornalista José Rodrigues dos Santos disse. O homem enganou-se, catano! Será necessário tanta coisa por um engano?
Cada um sabe de si, e Deus se existisse, saberia de todos.
Espero que o Rodrigues dos Santos continue o seu bom jornalismo e que a preocupação do deputado socialista seja tão ativa quando estiver a debater na Assembleia da República.
Um resto de bom fim-de-semana para heterossexuais, homossexuais, transexuais e para o vocalista dos Tokio Hotel, que ainda não entendi bem o que é aquilo.