O Presidente da República ouviu os partidos com assento parlamentar e para defender a sua posição e dar a possível sustentabilidade democrática a um governo, decidiu atribuir as competências governamentais à Coligação Portugal à Frente.
Para os mais distraídos, sobretudo para aqueles que não votaram, explico-vos na embrulhada que vós, juntos com alguns dos portugueses, originaram.
Ora, constitucionalmente obrigado, o governo tem que apresentar nos primeiros dez dias após a sua nomeação o programa de governo. Esse programa de governo terá de ser votado favoravelmente ou reprovado por maioria dos deputados em efetividade de funções. Vou inserir uma novidade neste âmbito: NÃO HÁ MAIORIA ABSOLUTA!!
O problema torna-se ainda mais grave, quando a Constituição, no seu art. 192, nos diz que, caso se verifique uma rejeição do programa de governo, o governo é automaticamente demitido. Ou seja, há novamente eleições. O que se sucede a seguir não é muito melhor: os juros da dívida disparam, porque os investidores vão procurar outros sítios para colocarem o seu dinheiro. Voltamos a 2011 em poucas horas.
O PS, neste momento, tem um problema para solucionar: ou se junta a restante esquerda - o que eu acho bastante improvável dado que, tanto o PCP como o BE são anti-Europa e querem a saída do euro. Uma coligação com PSD-CDS, duvido face às declarações de António Costa e às críticas que foram feitas nestes últimos meses ao governo de direita. O mais provável é o PS abster-se na votação do programa de governo e no orçamento de Estado.
Bom, uma reflexão rápida sobre o abismo que está diante de nós, continuando o povo português e classe política a sorrirem e acenarem, como os pinguins do Madagáscar.
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