sábado, 26 de setembro de 2015

Os ditos direitos dos animais

Olá, coisas fofas e peludas.
Então agora há aí uns... Sujeitos a defenderem que os animais têm direitos? Hmmm...
Esta gente anda a trocar a erva com os orégãos que a mãe tem lá para casa. Então vêm para a praça pública dizer que o cão e o gato têm direitos. Não estou a entender o que pretendem com isto. Será que, seguindo esta lógica, o governo ou a assembleia vai "arrotar" legislação para que nós passemos a fazer cocó em caixas de areia?
Bom, há que ver isto com olhos e já agora, utilizar aquela coisa que Deus ou lá quem teve a trabalheira de criar toda esta bandalheira nos deu. É frequentemente designada por ra-cio-na-li-da-de. Vamos tentar juntos, vá: ra-cio-na-li-da-de.
Falando com o modo SWAG ligado, significa que é uma "cena" que nos faz pensar de acordo com a razão, ou seja, afastando as paixões próprias do ser humano e os sentimentos - que são, na maior parte, semelhantes aos dos animais (onde se incluem o gato, o cão e o cavalo marinho). Sendo assim, temos mais qualquer coisa que os restantes animais, pelo menos alguns de nós, outros não passam de animais, mas falam e andam sobre 2 patas.
Daremos agora uma oportunidade dos defensores dos direitos dos animais de expor a sua teoria. Estes senhores e senhoras afirmam, de uma maneira geral, que os animais têm o direito à vida e o direito de serem bem tratados, etc, etc.
Vamos então clarificar esta teoria:

1.    Dado àquilo que foi explicado acima e com mais algum pormenor, vos explico o porquê de termos direitos. Nós, seres humanos que somos, temos direitos por causa disso mesmo. Confuso? Nós temos direitos por sermos humanos, devido à nossa condição humana. Para além da nossa personalidade pessoal, temos ainda a personalidade jurídica. Apesar de não ser, de forma alguma, necessário estar redigido, no Código Civil, no artigo 66º, nº1, diz-nos que esta personalidade jurídica adquire-se no momento do nascimento completo e com vida. Porém, entro um pouco em desacordo com a redação deste artigo. Na minha óptica, baseado na opinião do Professor Pedro Pais de Vasconcelos, a personalidade jurídica adquire-se a partir do momento da conceção. Já aí, o ser tem direitos. Embora, a tutela de direitos seja gradual ao longo da nossa vida culminado na completa tutela aos 18 anos. Por exemplo, o direito à vida adquire-se desde que somos concebidos até ao dia em que falecemos; enquanto o direito ao voto adquirimos aos 18 anos. Em suma e numa afirmação clara: temos direitos porque somos humanos e diferenciamo-nos dos outros animais porque temos a racionalidade.
2.   Vamos agora a questões práticas. Esta gente defensora dos bichos praticou aquilo que é chamado de descriminação. Nas ideias que escorrem daquelas cabeças, apenas alguns animais terão direitos, praticando assim a descriminação. Ora, logo por aqui já estamos a praticar um crime. 
3.   Supondo que os "sujeitos" que se encontram na Assembleia da República aprovam uma lei com este teor, e de facto, todos os animais passam a ter direito à vida e direito a serem bem tratados, se eu matar uma melga que me está zumbir ao ouvido desde 2 da manhã, vou preso? 
4.   Imaginando outra situação: se um homem passar na rua e pontapear um gato ou um cão ou até mesmo um pombo, estes animais (irracionais) vão até à esquadra mais próxima apresentar queixa ou ligam para o 112?
5.   Defensores dos direitos dos animais, os senhores quando estão a afiar o dente para devorar um bife ou um hambúrguer, também pensam que tiveram de matar o bicho para vos encher o bandulho? Pensem nisso.
Bom, acho que já me fiz entender e talvez apenas teríamos chegado à conclusão que o ser humano é o único ser que pode ser titular de direitos e os pode, efetivamente, exercer apenas sabendo que somos os únicos animais à face deste lindo e belo planeta que raciocinamos (ou pelo menos a grande maioria).
Para concluir, queria sossegar os (poucos) leitores e visitante deste blogue com o seguinte: eu preocupo-me com os animais, certo? São bichos fofos e queridos, por vezes muito mais interessantes do que certas pessoas do governo. Então qual é a solução? Bem, o Homem, possuindo a razão e, sendo superior aos demais animais, tem direitos. Porém, tem também deveres e é aí que entra a proteção e o bem-estar dos animais, isto é, a preservação e o bem-trato que os animais têm de ter não são direitos que estes têm, mas deveres que o Homem tem que ter como qualquer outro dever que tem na sociedade. 

(Obrigado por lerem o primeiro texto deste blogue, contem com mais e melhores.
Ideias iguais, parecidas, diferentes e se me quiserem insultar pelo que disse aqui, escrevam uma mensagem com a vossa opinião que eu estarei cá para a ler e responder).