Olá, coisas fofas e peludas.
Então agora há aí uns... Sujeitos a defenderem que os
animais têm direitos? Hmmm...
Esta gente anda a trocar a erva com os orégãos que a
mãe tem lá para casa. Então vêm para a praça pública dizer que o cão e o gato
têm direitos. Não estou a entender o que pretendem com isto. Será que, seguindo
esta lógica, o governo ou a assembleia vai "arrotar" legislação para
que nós passemos a fazer cocó em caixas de areia?
Bom, há que ver isto com olhos e já agora, utilizar
aquela coisa que Deus ou lá quem teve a trabalheira de criar toda esta
bandalheira nos deu. É frequentemente designada por ra-cio-na-li-da-de. Vamos
tentar juntos, vá: ra-cio-na-li-da-de.
Falando com o modo SWAG ligado, significa que é uma
"cena" que nos faz pensar de acordo com a razão, ou seja, afastando
as paixões próprias do ser humano e os sentimentos - que são, na maior parte, semelhantes
aos dos animais (onde se incluem o gato, o cão e o cavalo marinho). Sendo
assim, temos mais qualquer coisa que os restantes animais, pelo menos alguns de
nós, outros não passam de animais, mas falam e andam sobre 2 patas.
Daremos agora uma oportunidade dos defensores dos
direitos dos animais de expor a sua teoria. Estes senhores e senhoras afirmam,
de uma maneira geral, que os animais têm o direito à vida e o direito de serem
bem tratados, etc, etc.
Vamos então clarificar esta teoria:
1. Dado àquilo que foi explicado acima e com mais algum
pormenor, vos explico o porquê de termos direitos. Nós, seres humanos que
somos, temos direitos por causa disso mesmo. Confuso? Nós temos direitos por
sermos humanos, devido à nossa condição humana. Para além da nossa
personalidade pessoal, temos ainda a personalidade jurídica. Apesar de não ser,
de forma alguma, necessário estar redigido, no Código Civil, no artigo 66º,
nº1, diz-nos que esta personalidade jurídica adquire-se no momento do
nascimento completo e com vida. Porém, entro um pouco em desacordo com a
redação deste artigo. Na minha óptica, baseado na opinião do Professor Pedro
Pais de Vasconcelos, a personalidade jurídica adquire-se a partir do momento da
conceção. Já aí, o ser tem direitos. Embora, a tutela de direitos seja gradual
ao longo da nossa vida culminado na completa tutela aos 18 anos. Por exemplo, o
direito à vida adquire-se desde que somos concebidos até ao dia em que
falecemos; enquanto o direito ao voto adquirimos aos 18 anos. Em suma e numa
afirmação clara: temos direitos porque somos humanos e diferenciamo-nos dos
outros animais porque temos a racionalidade.
2. Vamos agora a questões práticas. Esta gente defensora
dos bichos praticou aquilo que é chamado de descriminação. Nas ideias que
escorrem daquelas cabeças, apenas alguns animais terão direitos, praticando
assim a descriminação. Ora, logo por aqui já estamos a praticar um crime.
3. Supondo que os "sujeitos" que se encontram
na Assembleia da República aprovam uma lei com este teor, e de facto, todos os
animais passam a ter direito à vida e direito a serem bem tratados, se eu matar
uma melga que me está zumbir ao ouvido desde 2 da manhã, vou preso?
4. Imaginando outra situação: se um homem passar na rua e
pontapear um gato ou um cão ou até mesmo um pombo, estes animais (irracionais)
vão até à esquadra mais próxima apresentar queixa ou ligam para o 112?
5. Defensores dos direitos dos animais, os senhores
quando estão a afiar o dente para devorar um bife ou um hambúrguer, também pensam
que tiveram de matar o bicho para vos encher o bandulho? Pensem nisso.
Bom, acho que já me fiz entender e talvez apenas
teríamos chegado à conclusão que o ser humano é o único ser que pode ser
titular de direitos e os pode, efetivamente, exercer apenas sabendo que somos
os únicos animais à face deste lindo e belo planeta que raciocinamos (ou pelo
menos a grande maioria).
Para concluir, queria sossegar os (poucos) leitores e
visitante deste blogue com o seguinte: eu preocupo-me com os animais, certo? São
bichos fofos e queridos, por vezes muito mais interessantes do que certas
pessoas do governo. Então qual é a solução? Bem, o Homem, possuindo a razão e,
sendo superior aos demais animais, tem direitos. Porém, tem também deveres e é
aí que entra a proteção e o bem-estar dos animais, isto é, a preservação e o
bem-trato que os animais têm de ter não são direitos que estes têm, mas deveres
que o Homem tem que ter como qualquer outro dever que tem na sociedade.
(Obrigado por lerem o primeiro texto deste blogue,
contem com mais e melhores.
Ideias iguais, parecidas, diferentes e se me quiserem
insultar pelo que disse aqui, escrevam uma mensagem com a vossa opinião que eu
estarei cá para a ler e responder).
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